Wednesday, February 21, 2007

Décimo Sétimo Número do Subversivo

Sim à despenalização da interrupção voluntária da gravidez, por Alexandre Aranda

É certo e sabido, mesmo pelos mais leigos, que uma célula, por mais pequena que seja, é sempre um ser vivo. Não é preciso virem para aí esses médicos e religiosos, conservadores, defenderem essa tese.
E, acredito eu, não é de ânimo leve que se faz uma interrupção de uma gravidez. Não é de ânimo leve, acredito eu, talvez querendo ser um bocado positivista e demagogo, até, que uma mãe interrompe a gestação de um ser.
Embora muitos defensores do SIM, tal como ouvi num debate, acreditem que um embrião não é um ser humano mas sim uma “coisa humana”, eu não penso assim. Julgo que esta expressão foi bastante infeliz.
Na minha opinião, aliás, está-se a fazer uma tempestade num copo de água, uma vez que o aborto já se encontra liberalizado.
O que se pede agora para votar é se acha que é necessário as mulheres continuarem a ser achincalhadas, na praça pública, por um pertenço crime, que acredito eu e reafirmo, não acredito que façam de ânimo leve mas sim porque foram vitimas de violação ou o feto tem malformações ou simplesmente porque ainda não estão preparadas para assumir esse cargo, o de serem mães.

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