Paris, por Susana Bravo
Paris bem respondendo ao meu amigo e caro professor de português não é decerto só a torre Eiffel e mais o arco do triunfo, não é só uma cidade de quem quer conhecer pelas belas coisas que pode ter e oferecer. Para o turista é esplêndido conhecer Paris, ele está só nesta atmosfera cativante e ao mesmo tempo, se preferimos exótica, original, basta descer no metro e encarar logo com as fachadas dos prédios maravilhosos que se avistam, nas gentes de todos os géneros que cruzam por nós, falando várias línguas e alguns dialectos; é um autêntico teatro de gente diferente que vem de todo o canto do mundo para conhecer esta magnifica metrópole em que o tempo corre. De dia é jovem e bela, de tarde já mais serena e à noite ainda assim mesmo está acordada. Gostamos desta cidade das luzes porque aqui há de tudo desde as pequenas e simples coisas como os postais originais a preto e branco, os quadros, as fotografias e os comerciantes eles decerto vindos de países longínquos que proliferam a cada esquina com um sorriso próprio de comerciante que querem vender o que tem ao turista é tudo muito bom e engraçado, levamos depois as fotografias connosco para a nossa casa e ficamos refastelados no sofá a saborear tudo aquilo que vimos e apreciámos, mas isso é a bela história de quem viaja e conhece paris através do turismo…quando habitamos nela começamos a ver que não é que mais uma cidade de gente como outra qualquer, um pouco mais agitada que a nossa querida Lisboa mas tão comum e banal como ela. A vida passa como para aqueles que estudam e trabalham todos os dias para aqueles que querem ter mais alguma chance no futuro, investindo nalgumas perspectivas não é mais nada que isso aqui as pessoas não vestem diferentes de nós nem é tudo louco, o dia-a-dia é tão rotineiro e normal como outro qualquer…os ideais são os mesmos a desilusão das pessoas é a mesma; encontram-se os mesmos problemas, a precariedade, o desemprego, a falta de meios para os imigrantes a mendicidade daqueles em que a pátria não lhes foi sua amiga.
O povo não é simplesmente um só, é um melting pot de várias raças e povos desde de portugueses, africanos, árabes chineses, alemães, muitos turistas etc. o lema dos franceses é fazer apelar às três ideias que surgiram na revolução francesa, liberté, égalité et fraternité e que podemos ver inscritas em todos os edifícios públicos. La solidarité é o velho disco dos magrebes que, de vez em quando, fazem as suas manifestações nas praças, e nas ruas às vezes lá ouvimos uns manifestos, apelando aos direitos religiosos com por exemplo o uso do véu e a igualdade.
O metro é cheio e antipático vemos as várias raças que confluem, o tipo que toca saxofone e todos os dias é assim, o cheiro das rodas gastas, o cheiro um pouco agonizante daqueles que pouco cuidado tem com a higiene, o cheiro a vinho dos dois indivíduos que beberam a noite inteira e estão estendidos nos bancos, é assim que se veste paris, pois la vie en rose é só para alguns que tem tanto que não sabem o que fazerem, e que continuam a explorar… a moda por incrível que pareça na minha opinião e na de muitos é um tanto demodé, é o mesmo estilo aqui todos adoptam o mesmo estilo, a mesma linguagem repista e calinada. A verdadeira intelectualidade só existe em alguns noutros é o esforço por parecerem intelectuais pegando num livro do metro mas pouco penetrados pelo que lêem preferindo talvez se interessar mais o que a outra trás vestida ou na fofoca da actriz e nos escândalos do nem sei quantos, aprendemos com isto que afinal de contas somos todos iguais e que a futilidade existe em todo o lado, os valores e os ideais são os mesmos, as injustiças também e a expectativa também.
Às vezes sinto-me deveras cansada e saturada com esta metrópole, mas de facto o perfume que inala das flores que a florista tem à porta da boutique e a elegância dos monumentos dá-nos um certo encanto e magia isto claro quando estamos fora, e nos encontramos sós como o tal turista que vem aqui para ver a cidade das luzes.
Paris bem respondendo ao meu amigo e caro professor de português não é decerto só a torre Eiffel e mais o arco do triunfo, não é só uma cidade de quem quer conhecer pelas belas coisas que pode ter e oferecer. Para o turista é esplêndido conhecer Paris, ele está só nesta atmosfera cativante e ao mesmo tempo, se preferimos exótica, original, basta descer no metro e encarar logo com as fachadas dos prédios maravilhosos que se avistam, nas gentes de todos os géneros que cruzam por nós, falando várias línguas e alguns dialectos; é um autêntico teatro de gente diferente que vem de todo o canto do mundo para conhecer esta magnifica metrópole em que o tempo corre. De dia é jovem e bela, de tarde já mais serena e à noite ainda assim mesmo está acordada. Gostamos desta cidade das luzes porque aqui há de tudo desde as pequenas e simples coisas como os postais originais a preto e branco, os quadros, as fotografias e os comerciantes eles decerto vindos de países longínquos que proliferam a cada esquina com um sorriso próprio de comerciante que querem vender o que tem ao turista é tudo muito bom e engraçado, levamos depois as fotografias connosco para a nossa casa e ficamos refastelados no sofá a saborear tudo aquilo que vimos e apreciámos, mas isso é a bela história de quem viaja e conhece paris através do turismo…quando habitamos nela começamos a ver que não é que mais uma cidade de gente como outra qualquer, um pouco mais agitada que a nossa querida Lisboa mas tão comum e banal como ela. A vida passa como para aqueles que estudam e trabalham todos os dias para aqueles que querem ter mais alguma chance no futuro, investindo nalgumas perspectivas não é mais nada que isso aqui as pessoas não vestem diferentes de nós nem é tudo louco, o dia-a-dia é tão rotineiro e normal como outro qualquer…os ideais são os mesmos a desilusão das pessoas é a mesma; encontram-se os mesmos problemas, a precariedade, o desemprego, a falta de meios para os imigrantes a mendicidade daqueles em que a pátria não lhes foi sua amiga.
O povo não é simplesmente um só, é um melting pot de várias raças e povos desde de portugueses, africanos, árabes chineses, alemães, muitos turistas etc. o lema dos franceses é fazer apelar às três ideias que surgiram na revolução francesa, liberté, égalité et fraternité e que podemos ver inscritas em todos os edifícios públicos. La solidarité é o velho disco dos magrebes que, de vez em quando, fazem as suas manifestações nas praças, e nas ruas às vezes lá ouvimos uns manifestos, apelando aos direitos religiosos com por exemplo o uso do véu e a igualdade.
O metro é cheio e antipático vemos as várias raças que confluem, o tipo que toca saxofone e todos os dias é assim, o cheiro das rodas gastas, o cheiro um pouco agonizante daqueles que pouco cuidado tem com a higiene, o cheiro a vinho dos dois indivíduos que beberam a noite inteira e estão estendidos nos bancos, é assim que se veste paris, pois la vie en rose é só para alguns que tem tanto que não sabem o que fazerem, e que continuam a explorar… a moda por incrível que pareça na minha opinião e na de muitos é um tanto demodé, é o mesmo estilo aqui todos adoptam o mesmo estilo, a mesma linguagem repista e calinada. A verdadeira intelectualidade só existe em alguns noutros é o esforço por parecerem intelectuais pegando num livro do metro mas pouco penetrados pelo que lêem preferindo talvez se interessar mais o que a outra trás vestida ou na fofoca da actriz e nos escândalos do nem sei quantos, aprendemos com isto que afinal de contas somos todos iguais e que a futilidade existe em todo o lado, os valores e os ideais são os mesmos, as injustiças também e a expectativa também.
Às vezes sinto-me deveras cansada e saturada com esta metrópole, mas de facto o perfume que inala das flores que a florista tem à porta da boutique e a elegância dos monumentos dá-nos um certo encanto e magia isto claro quando estamos fora, e nos encontramos sós como o tal turista que vem aqui para ver a cidade das luzes.
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