Friday, February 16, 2007

Quinto Número do Subversivo

Paris a velha cidade das luzes! por Susana Bravo

A famosa e velha Paris para muitos os que não conhecem é algo que soa a história; a outros cultura; a outros arte, e alguns tem a ideia que é só a bela cidade plena de monumentos situada no centro da Europa.
Mas paris como qualquer outra cidade não é só isso e aprendemos que o sentimento de um turista é bem diferente da de um residente!
Paris é agitada, cheia de vários povos e culturas, o tempo é curto e sem uma sensação de paz ou tranquilidade, a única coisa que se aproveita é quando vamos para um bosque ou para um jardim ao final da tarde e podemo-nos esquecer um pouco desta confusão.
Mas além do tempo curto e escasso, não nos podemos esquecer do tempo meteorológico que tem sempre aquele ar enfadonho e triste, tanto o tempo como os rostos das pessoas com que cruzamos diariamente.
Na sociedade parisiense é mais o “plaisir”, a conversa e aquele pseudo-intelectual, sem estando claro com isto a ofender a intelectualidade francesa que não é o que está em causa; mas na maioria dos casos esse pseudo intelectualismo supera a verdadeira intelectualidade.
Nos programas de televisão apela-se à liberdade que não é apenas nas eleições ou nas campanhas mas sempre, pois la vieille et traditionnel égalité fraternité et liberté apesar de inscritas em todos os ministérios públicos e em todas as câmaras não parece agir conforme o estipulado, e isso é bem notório pelas manifestações dos imigrantes apelando à la solidarité e de todos aqueles que infelizmente não tem condições e em que essa mesma liberté, égalité et fraternité não existe para eles, e isso é bem visível em relação aos que dormem ao relento cobertos de velhas mantas sujas emergindo de vez em quando um que pega num livro, esses que vivem lado a lado numa sociedade ociosa que investe nas marcas mais caras e chiques para parecer bem socialmente. Por detrás dessas mesmas pessoas há vidas obscuras sem sabermos o que nelas se esconde, pois aqui ninguém liga a ninguém! No metro o cheiro é imundo, aliás desculpem a expressão mas paris “tresanda”, tirando decerto o perfume das madames pois aqui os cheiros são muito variados…não só os cheiros como os povos; aqui vê-se de tudo desde de africanos passando por asiáticos, arábes etc…a aparência é a máscara não só claro desta como de qualquer sociedade, em que o ardor da vida quotidiana não para!

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