Contra Bolonha marchar, marchar! por Alexandre Aranda
Estamos há vinte anos na união europeia e há vinte anos que queremos ser os melhores em tudo.
Infelizmente, somos os melhores em algumas coisas, em que poderíamos e deveríamos ser os piores.
Senão vejamos: somos um dos países da dita união com maior taxa de analfabetismo, com maior taxa de presos, com maior taxa de infectados com HIV-SIDA, com maior taxa de alcoolemia em condutores.
Estamos há vinte anos na união, desde que eram somente 15 e pouco ou nada mudou.
Mas tentámos: aderimos ao Euro, que, aliás, fez subir o preço dos produtos essenciais vertiginosamente.
Até a Bolonha aderimos. Mas, infelizmente, em Portugal ter um canudo ou não, é praticamente o mesmo; acaba-se a faculdade e… desemprego, aqui vamos nós!
Foi para lutar contra isto que se criou Bolonha, um tratado que uniformiza o ensino a nível europeu. Mas, infelizmente, a maioria dos professores, senão todos, está insuficientemente preparado para Bolonha.
Senão vejamos: quem não se lembra dos problemas que existiram no inicio deste ano na universidade de Lisboa, principalmente na Faculdade de Letras, onde nada ou quase nada do que emanava da reitoria era respeitado.
A ideia de uniformizar o ensino a nível europeu não é nada má e eu concordo mas primeiro é preciso fazer algumas mudanças.
E quando falo em mudanças não são só a nível da literacia mas também a nível de valorização do produto português e das condições que os jovens têm que suportar na vida académica.
Portugal, este país à beira mar plantado, mais parece uma colónia de Espanha ou da China, tal a proliferação de lojas e produtos destes países que existem aqui!
É preciso investir também em algo que é muito caro a Portugal: o turismo. Além da cultura é claro! E da falta de acessibilidades para deficientes, praticamente inexistente.
Thursday, February 15, 2007
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