Friday, April 27, 2007

Tuesday, April 17, 2007

Trigésimo Quarto Número do Subversivo

Recordando do caso Sócrates
“Leitura obrigatória!” por Susana Bravo

Sobre a «Mini-Odisseia» do diploma de Sócrates, gostava apenas de a ver numa perspectiva lógica. Por ela, acredito em tudo o que o Primeiro-Ministro disse, mas ao mesmo tempo acredito em tudo o que se diz contra ele, porque tudo o que foi dito foi na base de factos, esses indesmentíveis. Porém as circunstâncias em que os acontecimentos que chegam até nós por esses factos, deixam espaço para continuarmos com as nossas dúvidas.Resolvi fazer três simples abduções, isto é, silogismos em que a premissa menor é apenas provável. Provável porquê? Porque não é evidente, e aqui nestes casos em particular, a informação que dispomos deixa sustentá-las pela simples boa-fé. Ora a fé é o princípio da incerteza.I-Nenhum aluno normal é favorecidoSócrates foi um aluno normalSócrates não foi favorecidoSócrates pode dizer tudo o que quiser sobre os eventuais favorecimentos da Universidade ou da sua parte para com a Instituição. A questão é saber se ele, nas circunstâncias em que se inscreveu na Independente era ou não um aluno normal. Duvidoso é de crer que ele era como um anónimo, que parece que foi o que ele quis dizer na sua entrevista. Na altura, Sócrates era deputado do PS. O argumento dado na entrevista foi que nessa altura ele ainda não era Secretário de Estado e portanto não haveria hipótese de favorecer a UnI. O contrário ficou por explicar, se é que sob esta lógica o contrário se justifica. Se tal é verdade, já se sabe que é bem provável que a partir de um determinado posto executivo, os governantes dispõem de meios para favorecer os amigos e demais instituições a que estão ligados. Nada de novo.De qualquer forma, Sócrates era deputado, e um deputado tem já muita notoriedade para ser favorecido ou para mover favorecimentos. Afinal de contas na legislatura seguinte o “anónimo Sócrates” foi logo escolhido para ser Secretário de Estado. Outra coisa estranha é o facto de terminada a licenciatura, já fazendo parte do governo, a UnI contactar logo o recém-licenciado Sócrates para ocupar um posto de docente.Contudo, a situação de normalidade do aluno Sócrates não se punha em questão, não obstante o facto de ele ser à altura, deputado, se o processo de transferência não tivesse sido feito com a opacidade que foi feito. Continuo a achar aquilo esquisito...e digo isto, para que não se investigue apenas o Primeiro-Ministro, mas também as Universidades.II-Todos os alunos licenciados têm diplomaSócrates licenciou-seSócrates tem o diplomaSócrates pode apresentar todos os papéis. Não se trata de uma questão de boa-fé. Trata-se de uma questão de visão. Estão lá. Não há nada para os discutir. Contudo, fica uma dúvida no ar quanto à maneira como esse diploma foi obtido e as circunstâncias em que ele foi assinado - a um Domingo.
III- Nenhum deputado tem de ser licenciadoSócrates era licenciadoSócrates não tinha de ser deputadoNo meio de toda esta situação, o estranho são os dados biográficos do deputado José Sócrates que constam da biografia de deputados da AR. Dois documentos com a mesma data, mas com conteúdos diferentes, apesar de se referirem à mesma pessoa. Eu aqui acredito num puro factor de snobismo do aluno Sócrates, que enquanto o era, queria deixar de o ser, intitulando-se algo que nunca viria a ser, mesmo que simbolicamente. Mas esta do simbólico também não pega, porque Sócrates não era então licenciado.Apesar de todas as probabilidades e improbabilidades, penso que a partir de aqui, quem quiser continuar a discutir o assunto é por simples opção, uma má opção.

Trigésimo Terceiro Número do Subversivo

Horror, por Alexandre Aranda

Ontem quando cheguei a casa e ouvi as notícias fiquei, tal como o Presidente dos Estados Unidos da América, horrorizado com a notícia que ouvi: alguém entrou num Campus Universitário onde havia também alguns portugueses e desatou aos tiros, matando cerca de 33 pessoas.
Relembremo-nos que não há muito tempo houve mais uns quantos tiroteios em campus universitários da América, um país onde existem cerca de 260 milhões de armas.
Não acham armas a mais? a mim parece-me um bocado exagerado, principalmente se pensarmos que lá não é preciso ter licença de uso e porte de arma!

Sunday, April 15, 2007

Trigésimo Segundo Número do Subversivo

A Aldeia da Roupa Branca:




Ó povo nem tu sonhas,
Ai o Gago não mata,
Ai 'té lava diplomas,
Ai põe-nos cor de prata.

Três diplomas, um bacharel,
Sete exames, um Doutor,
Três notinhas no papel,
Que o freguês é um Senhor.

Engenheiro, sorridente,
Engenheiro que o curso aldrabou,
Universidade, Independente,
Povinho que o Sócrates enganou.
Um curso de engenheiro,
Vê lá bem tão lavadinho,
Influências ou dinheiro,
Vê lá bem, está aprovadinho

Wednesday, April 11, 2007

Trigésimo Primeiro Número do Subversivo

Universidade (In)Dependente de explicações, por Alexandre Aranda

Há cerca de um mês atrás uma notícia caiu que nem uma bomba neste país de brandos costumes, que, mesmo ele, mais parece uma bomba prestes a explodir... Ele é Apitos Dourados, é Casa Pia, é Caso Gisberta, é o Caso Esmeralda, etc... Muitos são os casos pendentes na justiça portuguesa... Demasiados, diria eu, para os senhores magistrados andarem aí a pedir mais férias, ou a barafustarem contra o Ministro que impediu as chamadas Férias Judiciais...
Mas voltando ao que interessa, a notícia que caíu que nem uma bomba: o tão afamado Engenheiro (ou direi antes licenciado em Engenharia?) José Sócrates Pinto de Sousa (sim esse mesmo, o nosso excelentíssimo Senhor Primeiro-Ministro), afinal não é assim tão Engenheiro como se queria fazer querer, não admira... Na Universidade Independente, que se esperava?! Não metia os pés nas aulas, ao que se consta, fazendo só os exames finais, tendo no fim passado com média de 14... Será que com cunhas?! Não se sabe ou pelo menos não se quer fazer passar essa informação...
Por falar em cunhas e favorecimentos: relacionado com a mesma Universidade, está um caso de um Vice-Reitor, por sinal do PS, que também é administrador da CGD, que para quem não sabe é só e unicamente, o maior banco do País!
E isto soube-se tudo na altura em que o País ficou igualmente a saber que a SIDES, a empresa gestora da Universidade Independente está dependente de explicações ao Ministro José Mariano Gago, sobre uma alegada gestão danosa no seio da Universidade. Caso contrário é decretado o "Encerramento Compulsivo" como o próprio ministro diz, da Universidade Independente